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Inserida em: 18/02/2011

Hora de Consolidar Avanços

Agora é oficial. Segundo a última pesquisa do IBGE, o setor de prestação de serviços terceirizados e/ou temporários liderou o avanço das vagas formais, com crescimento na oferta de empregos de 36,5% entre 2003 e 2010 – percentual superior ao da indústria e do comércio. Além disso, cerca de 68% dos trabalhadores da nossa atividade são empregados com carteira assinada. Isto significa que superamos a indústria, setor que, tradicionalmente, mais formalizava trabalhadores e que, segundo o Instituto em seu último levantamento, contrata diretamente com carteira 66,7% de seus empregados.

Esses números mostram o que há tempos vimos defendendo. Nosso setor se apresenta como um dos mais potentes na vanguarda da geração e ampliação de vagas no mercado de trabalhadores formais. A constatação também foi revelada pelo IBGE. O Brasil soma em torno de 37 milhões de trabalhadores com carteira, vale dizer, com seus direitos constitucionais garantidos. Pois bem, deste total 22,2%, ou mais de 8,2 milhões da população economicamente ativa, trabalham nas nossas empresas prestadoras de serviços especializados.

Nossos avanços, portanto, são irrefutáveis. Mas há muito que fazer. E uma lição que fica é a de que os progressos que obtivemos só têm sido possíveis porque soubemos manter a união. Estou convencido que, daqui para a frente, temos de nos unir ainda mais, não só para consolidar o que conquistamos como para atuarmos de acordo com a meta a que nos propusemos: ser um setor fundamental e vigoroso – uma força viva e incontestável da economia que, por sua capacidade de gerar empregos, deve ampliar sua voz e influir positivamente para a redução da informalidade dos atuais 40% para o índice de 16,5%, média dos países emergentes.

O novo governo ainda não completou dois meses. Sabemos das enormes dificuldades que os novos dirigentes e parlamentares terão pela frente. O diagnóstico está feito. Há o risco da volta de uma inflação, perversa, que recai, sobretudo, sobre os mais pobres; urge fazer cortes de gastos, sem abandonar as obras de infraestrutura indispensáveis para o nosso crescimento; é necessário racionalizar e moralizar as estruturas públicas de forma a alcançarmos a eficiência e a eficácia que a Nação exige para seu crescimento; o país também reclama por efetivas reformas, particularmente nas frentes política e tributária/fiscal; por último, vale lembrar a indispensável revolução educacional, capaz de igualar a produtividade do trabalhador brasileiro aos dos nossos concorrentes internacionais em um mundo que se torna cada dia mais competitivo.

São enormes os desafios. Para o nosso setor, são muitos os obstáculos a serem vencidos. Tenho, contudo, uma certeza: esta é a hora de multiplicarmos nosso empenho para obter pleitos legítimos, como o são a Lei que, finalmente, acabará com o vácuo jurídico com o qual a Terceirização convive, hoje, e a modernização das regras que regem o Trabalho Temporário. Alcançamos musculatura para tanto. Temos construído as pontes de diálogo com segmentos que já compreendem nosso papel de atores fundamentais à ampliação do mercado e ao aperfeiçoamento das relações de trabalho. Sob esse escudo, resta-nos prosseguir a luta por um Brasil cada vez mais próspero, ético, justo, competente e competitivo.

 

Fonte: Jornal de Serviços: Palavra do Presidente  - Sindeprestem  

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