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Inserida em: 02/02/2011

Perfil do trabalhador mudou

O perfil do trabalhador portuário em Santos mudou significativamente com o passar do tempo. A modernização do Porto e a crescente informatização de sistemas são apontados como os principais motivos para essa transformação.

O que antes era uma saída contra o desemprego, hoje é uma opção de carreira e sucesso. Com a concorrência cada vez maior, a necessidade de capacitação está presente em todos os níveis de formação.

Segundo a analista de Recursos Humanos do Grupo NPO, Suraia Cassab Deloroso, a grande diferença do profissional de antigamente para o de agora é sua qualificação. "Não existe mais aquela história de que quem não estuda vai trabalhar no porto ou como caminhoneiro", explicou.

Suraia afirma que as funções que exigem menor qualificação do profissional são as de áreas operacionais. "Ensino Médio se tornou essencial. Para serviços braçais, essa é a formação básica", explicou.

A fluência em outros idiomas e conhecimentos básicos deinformática também são exigências do mercado. "Atualização e qualificação são fundamentais para acompanhar a modernidade e alcançar uma colocação", afirmou a analista. Para ela, no setor portuário, em virtude dos termos técnicos, as exigências são ainda maiores.

Com a intenção de formar um trabalhador mais qualificado, foram criados cursos específicos para a área marítimo-portuária. Em Santos, mais de dez módulos de ensino estão em andamento. Entre eles, os mais procurados são os de Vistoria e Reparos em Contêineres e de Sistemas de Controle de Mercadorias.

BANCO DE CURRÍCULOS
Para os profissionais que pretendem uma vaga no mercado, foi criada uma ferramenta que disponibiliza currículos online. A documentação fica visível apenas para empresas do setor. O serviço funciona no site na Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC), que tem 43 empresas associadas. O endereço eletrônico é www.abttc.org.br.

Segundo o gerente administrativo e financeiro da ABTTC, Wagner Rodrigo de Souza, o banco de currículos já conta com cerca de 600 fichas cadastradas. Entre os cargos mais procurados, estão os de operador de empilhadeira e auxiliar de importação e exportação.

O ajudante de armazém da Rumo Logística Wagner Oliveira vê no Porto uma oportunidade de crescimento. Formado em Administração de Empresas, ele não pretende deixar de ser o "olho vivo" da operação. "A minha função é muito gratificante e é aqui mesmo que quero continuar".

Antes de trabalhar no porto, Wagner não tinha contato com o complexo. Hoje, espera não ter de trocar de campo de atuação. "É aqui que eu me satisfaço. Quero dar a minha contribuição nesse mundo que é o Porto".

CONCURSO PÚBLICO
A Codesp, administradora do complexo portuário santista, ampliou seu quadro funcional com a contratação de mais de 100 novos profissionais, através de concurso público, no ano passado. Parte deles não conhecia o cais.

Filha e neta de funcionários aposentados da Codesp, a administradora de empresas Fernanda Rumblesperger viu no concurso a chance de retornar à empresa onde estagiou durante a faculdade.

Hoje, com planos de permanecer na Autoridade Portuária, ela acredita na possibilidade de crescimento pessoal e profissional. "Gosto do Porto e nasci nessa realidade. Acredito que a demanda do mercado por alta qualificação seja uma chance de permanecer e fazer carreira por aqui".

Fernanda trabalha na Gerência de Arrendamentos da Codesp e tem no cotidiano sua maior fonte de estímulo. "Não existe uma rotina, é tudo muito dinâmico. Estamos sempre envolvidos com ajustes, tarifas e cláusulas contratuais. Gosto do que faço e é por isso que quero continuar".

Ao contrário da administradora Fernanda, a química Jacqueline Cristine Tolentino não tinha ideia do que é trabalhar no Porto de Santos. Moradora de São Paulo, ela não conhecia o cais, nem a Cidade de Santos. "Vi a vaga aberta e, como sou curiosa, fui procurar saber do que se tratava. Me interessei justamente pelo desafio que seria".

A química, lotada na Gerência Ambiental da Codesp, atua, por exemplo, na gestão de áreas do Porto com possibilidade de contaminação. "Gosto de ir a campo, do contato diário no cais". Ela também pretende fazer carreira no complexo. "Para quem não tinha ideia do que era um navio, eu me identifiquei muito com o setor".
 

Fonte: A Tribuna - Caderno: Porto & Mar (Especial 119 anos do Porto de Santos) -pág E-15

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