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Inserida em: 13/12/2010

Falta de mão de obra pressiona salários

Escassez de mão de obra e me- lhores oportunidades em outras empresas. Essas são algumas justificativas para que trabalhadores sejam admitidos em um emprego com salário superior ao do antigo ocupante da vaga.

O Observatório do Emprego e do Trabalho do Governo do Estado mede mensalmente a pressão salarial das vagas. Sempre que o índice calculado é superior a 1, significa que a remuneração média de quem está entrando no mercado é maior do que o salário de quem está sendo desligado.

Das 100 principais ocupações analisadas pelo programa em outubro, em nível estadual, em nove a remuneração foi maior: recepcionistas (1,08), policiais, guardas civis municipais e agentes de trânsito (1,06); montadores de máquinas, aparelhos e acessórios em linhas de montagem (1,05); contadores e afins (1,04); contínuos (1,04); professores de nível médio no ensino fundamental (1,02); professores de nível superior na educação infantil (1,01); trabalhadores dos serviços domésticos em geral (1,01); e trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações (1,01).

A média de pressão salarial no Estado foi de 0,94, indicando que o salário de quem está entrando no mercado é menor.

O Secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Pedro Rubez Jehá, diz que uma "justificativa provável para essa pressão salarial alta em outubro para algumas ocupações é a escassez de mão de obra". Ou seja, a falta de profissionais qualificados faz com que as empresas aumentem os salários para atrair os profissionais. Dessa forma, novos funcionários recebem mais que os anteriores.

No entanto, o pesquisador Hélio Zylberstajn, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP), faz outra leitura: o fenômeno pode tratar da migração de profissionais de uma empresa para outra, que ofereça melhores condições.

"Esses indicadores fotografa momomento.Quando o mercado tá apertado, os trabalhadores tomam a iniciativa e mudam de empresa", aponta Hélio.

Ele também diz que algumas áreas são sazonais. Embora não estejam no ranking da pressão salarial mais alta em Santos no mês de outubro (veja quadro), as áreas relacionadas ao condicionamento físico e à prática esportiva apresentam crescimento nos meses de primavera e verão.

"Não acredito que as pessoas perderão o emprego, mas se cair a demanda, as pessoas não vão encontrar com facilidade vagas de emprego onde lhes pagarão mais do que recebem hoje", acredita Zylberstajn.

 

Fonte: A Tribuna - Caderno Baixada Santista - pág A-6

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